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Professora usa cordel em apresentação de TCC no Albert Einstein


O trabalho da professora Grace Sampaio, da pós-graduação da Unifor abordou a Medicina Integrativa. A professora Grace Sampaio (ao centro) com os alunos do curso de Odontologia, que participaram da pesquisa. Gabriel Goersch/Unifor A professora Grace Sampaio, do curso de pós-graduação em Bases da Medicina Integrativa da Universidade de Fortaleza (Unifor), apresentou recentemente seu TCC no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. O estudo buscou integrar a medicina integrativa com o curso de Odontologia da universidade. A Medicina Integrativa é uma abordagem em saúde que visa tratar o paciente como um todo levando em consideração mente, corpo e espírito, além de enfatizar a relação entre paciente e médico e aliar tratamentos convencionais e terapias complementares com base na evidência científica. “O empoderamento do paciente é um aliado para cura viabilizando uma prática clínica na qual médico e paciente se aliam na promoção de saúde”, ressalta a professora Grace Sampaio. Cearense do Crato, a professora Grace Sampaio escolheu a literatura de cordel para apresentação de sua pesquisa no Albert Einstein. “O cordel é uma coisa bem cearense, então decidi levar essa literatura às pessoas e levar a nossa cara para a apresentação neste hospital que é referência no país”, relata a professora. O Hospital Israelita Albert Einstein é considerado uma das melhores instituições médicas latino-americanas e configura-se como um complexo de saúde cujo foco de atuação está nas áreas da medicina de alta complexidade. Por isto, se tornou referência na prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças em diversas áreas da saúde. O que é medicina integrativa A Medicina Integrativa pode ser definida como um paradigma clínico no qual o paciente é o centro das ações, devendo considerar-se o contexto físico, emocional, social, espiritual, valores e estilo de vida. Foi estudando o ser humano em sua completude que a professora Grace Sampaio construiu seu estudo, que teve o propósito de verificar a qualidade de vida do paciente em seu processo de tratamento e cura. Foi realizado estudo quantitativo por meio de entrevistas sobre temas da Medicina Integrativa, além do estudo qualitativo, que incluiu 15 alunos do curso de Odontologia da Unifor, de diferentes semestres. Dentre os assuntos, o estudo observou como os alunos se preocupam com o autocuidado, levando em consideração que o profissional de saúde em formação deve estar atento às práticas do cotidiano, pois a Medicina Integrativa inclui todo o comportamento humano, inclusive dos profissionais de saúde. Para melhorar a saúde é preciso pensar sobre o estilo de vida atual do indivíduo e assumir hábitos saudáveis, que podem ser em relação à alimentação, à atividade física, ao lazer ou a outras mudanças que promovam o bem-estar e evitem o aparecimento ou complicações de algumas doenças. “Isso é o autocuidado: olhar para si, observar e escolher ações e formas para cuidar da saúde”, ressalta a autora do TCC. Após entrevistas com os alunos, os resultados foram que dos 15 alunos analisados, 70% das respostas sugeriram o tema de autocuidado, seguido de 38% de cuidado humano, 28% escuta sensível, interdisciplinaridade e conexão mente-corpo, 12,8% hipnose, medicinas tradicionais, mindfulness, espiritualidade e epigenética. A partir dos dados, estabeleceu-se quatro categorias de atenção. No que se refere ao sono, 21,42% têm sete horas de sono, 57,14% têm, em média, cinco horas de sono. Na alimentação, 42,35% dos alunos não faziam desjejum antes de ir à Universidade e 28,57% almoçavam alimentos pouco nutritivos, além de 21,5% sequer almoçavam. Quanto a atividade física regular, 64,28% tinham uma vida sedentária, 21,42% realizavam práticas de atividade física regularmente. Quanto às práticas de mente-corpo, nenhum dos participantes realizava tais práticas. O estudo da professora Grace concluiu que o autocuidado foi o conteúdo mais sugerido entre os professores e os alunos precisam ser empoderados e motivados para o autocuidado. Para o Ministério da Saúde, “o princípio fundamental do autocuidado é que o indivíduo é o centro de qualquer mudança na sua vida e na sua saúde. Ele é a pessoa que mais conhece sua própria situação, sabe o que precisa para se sentir bem, o que ajuda ou atrapalha os processos de mudanças”, declara o Ministério em seu portal na internet. Sobre o impacto do estudo na vida dos alunos analisados, a professora Grace destaca que uma boa parte deles já começaram a tomar café da manhã antes de ir à universidade, começaram a dormir mais cedo e a se organizar para iniciar a prática de atividade física regular. “Depois desse estudo, muitos alunos chegaram a mim dizendo que começaram a ter uma outra noção da importância do alimento. Isso fez com que eles aprendessem a selecionar melhor seus alimentos e não comer qualquer coisa”, destaca a autora da pesquisa.
Fonte Globo.com https://ift.tt/2HsTfW3

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