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Aluna desenvolve projeto para acelerar recuperação de pacientes com câncer


Semíramis Santos, mestranda em Ciências Médicas pela Unifor, realiza pesquisa com o objetivo de evidenciar os benefícios da terapia nutricional. Semíramis Santos realizou a pesquisa no Núcleo de Biologia Experimental da Unifor, Nubex. Arquivo pessoal Semíramis Santos, nutricionista, farmacêutica e mestranda em Ciências Médicas pela Pós-Unifor, está desenvolvendo um projeto utilizado como protocolo assistencial no Instituto do Câncer do Ceará (ICC) para pessoas com câncer de cabeça e pescoço. Intitulada “Perfil Bioquímico, Celular e Proteômico do Plasma de Pacientes com Câncer de Cabeça e Pescoço Submetidos a Terapia Nutricional Enteral Imunomoduladora no Pós-cirúrgico”, a pesquisa foi realizada no Laboratório de Análise Proteômica da Unifor, localizado no Núcleo de Biologia Experimental (Nubex). No seu trabalho, a profissional evidencia a utilização da Terapia Nutricional Imunomoduladora como método capaz de melhorar o estado clínico pós-cirúrgico destes pacientes. A terapia consiste na aplicação de uma dieta com alimentos capazes de modular o sistema imunológico, fortalecendo-o e reduzindo o índice de complicações pós-cirúrgicas e tem sido tema de muitas pesquisas ao redor do mundo. Segundo levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS) os tumores na cabeça e pescoço, que incluem boca, nariz, laringe e hipofaringe, configuram o nono tipo de câncer mais popular do planeta. Entretanto, se identificado ainda em estágios iniciais, há possibilidade de cura em 80% dos casos. “A ideia da pesquisa partiu da necessidade de estudar algo relevante em um ambiente hospitalar e que pudesse trazer novas condutas terapêuticas nutricionais padronizadas para melhor recuperação dos pacientes oncológicos, principalmente estudar o que na literatura já se trazia como recomendação”, explica Semíramis. Resultados A tese tem como proposta apresentar dados relevantes constatados pela pesquisadora durante o acompanhamento de pacientes em recuperação. Nos casos estudados, o uso da terapia nutricional reduziu a resposta inflamatória do pós-operatório sem comprometer os parâmetros imunológicos. “O tempo de internação dos pacientes do serviço de cabeça e pescoço é, em média, de três dias. Não foi evidenciada a ocorrência de complicações pós-cirúrgicas, como infecções hospitalares e sepse nos pacientes estudados, exceto o aparecimento de fístula em um paciente, cujo estado nutricional foi classificado como desnutrição grave. Tivemos uma melhora na evolução do estado nutricional, comparando na admissão e alta hospitalar”, destaca Semíramis. A professora Adriana Rolim, coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas da Unifor, explica que estudos como esse são sempre incentivadas durante o curso. “Os discentes do Mestrado são estimulados a elaborar projetos de pesquisa que contribuam para o desenvolvimento humano, econômico e social de nossa região”, ressalta. Para a aluna, os resultados do trabalho também reforçam a assistência humanizada e a qualidade de vida. "O nosso projeto foi de grande relevância, pois transformar e potencializar protocolos assistenciais em um ambiente hospitalar não é algo fácil. Conseguir impactar de forma positiva pessoas que submetem a cirurgias tão invasivas e grandes, melhorando o pós-operatório e possibilitando retorno o mais cedo possível para o ambiente familiar, é de grande satisfação e realização como pessoa e profissional. Pesquisar, estudar, crescer na profissão só faz sentido se tivermos retorno em ajudar outros”, finaliza Semíramis.
Fonte Globo.com https://ift.tt/2JtjUPd

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